Mostrando postagens com marcador Pais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pais. Mostrar todas as postagens

domingo, 8 de agosto de 2010

Feliz DIA DOS PAIS

A gravidez de um pai


A gravidez de um pai não se dá nas entranhas, mas fora delas. Ela se dá primeiro no coração, onde o sentimento de paternidade é gerado.

Um desejo de ser e de se ver prolongado em outra vida, que seja parte de si mesmo, mas com vida própria. Imagino que deve ser frustrante a princípio.

Durante toda a espera, um pai é um pai sem experimentar o gosto de ser, sem os incovenientes de uma gravidez, mas também sem as lindas emoções que tanto mexem com a gente.

E quando ele sente pela primeira vez a vida que ajudou a gerar, tudo toma outra forma.

Ele sente um chute e se diz já que este será um grande jogador de futebol. E muitas vezes se surpreende e se maravilha quando vê uma princesinha que sabe chutar tão bem. Mas tanto faz. Está ali um sonho que se torna palpável.

E um parto de um pai se dá quando ele pega pela primeira vez sua criança nos braços,  quando ele se vê em características naquele serzinho tão miudinho que nem se dá conta ainda que veio ao mundo e que se tornou o mundo de alguém. E os sentimentos e emoções se atropelam dentro dele. E ele sente que, à partir desse instante, a vida nunca mais será a mesma.

E ele precisa olhar dez, cem, mil vezes para acreditar que tudo não passa de um sonho. E geralmente há um enorme sentimento de orgulho que toma posse dele.

Assim se forma um pai. Pronto para ensinar tudo o que aprendeu da vida, um dia ele descobre que não sabe realmente muito, que na verdade aprende a cada instante.

Diante da sua criança ele se torna um adulto vulnerável e acessível. E vai gerando, pouquinho a pouquinho, dentro de si mesmo, a arte de se tornar um pai.

Feliz dia dos Pais!

(Letícia Thompson)


É amor você é realmente um pai incrível, digno de todos os elogios. Sua dedicação constante, sua conduta, responsabilidade, carinho e amor INFINITO são de deixar qualquer pessoa admirada.

Desde que o Pedro era ainda uma sementinha você já era só dedicação, cuidado e carinho e não parou por aí. Tudo isso se estendeu por todos os dias da vida dele até os dias de hoje... me lembro quando ele ainda pequenino ficava com você em casa num dia de folga (e você sempre faz questão desses momentos) ou algo parecido e as pessoas me pergutavam: Mas você deixou o Pedro sozinho com o Léo??? Respondia toda orgulhosa que você cuida dele tão bem quanto eu, que da banho, comida, brinca e tem muita paciência. É isso aí amor... isso é ser PAI... é curtir, é participar, é cuidar, e acima de tudo AMAR!!

OBRIGADA POR SER TÃO PRESENTE!!!! Feliz dia dos Pais ...

TE AMAMOS MUITO!!! Pra sempre Gi e Pedro

segunda-feira, 1 de março de 2010

Birras


Bem que eu estava estranhando, achava o Pedro bonzinho demais, aceitava tudo que a gente impunha, não precisava falar duas vezes com ele.... Acontece que de uns dias pra cá, ele resolveu ter vontade própria, até aí LINDO, acho super bacana isso e faz parte do desenvolvimento da personalidade, ele está aprendendo a lidar com os gostos dele, mas daí fazer birra.... ahhhhhhh.

Comecei a notar isso depois de vê-lo em prantos após um passeio de carro (dele) na rua, andamos um tantão e quando estávamos perto de casa, fui dizendo a ele:

- Filho já estamos chegando em casa, vamos tomar um banho e comer uma fruta, depois brincamos.

Minha frase não surtiu efeito algum, foi só entrarmos em casa que o berreiro começou, não queria sair do carro de maneira alguma, me abaixei na altura dele e disse:

- Filho já passeamos bastante, agora chega, vamos entrar ......

Que nada, saí de perto pensando que ele pudesse parar, doce ilusão. Crueldade? Era birra pura, sinceramente não tenho muita paciência com birras. O léo que estava mais calmo, foi lá e o convenceu a parar de chorar. Falando nisso ele (léo) tem se saído muito bem nessa tarefa, acho que o Pedro o compreende melhor, ou ele é que se expressa melhor, sei lá. Ainda bem que tem ele....

Voltando a falar das birras, ele não fazia isso não, e agora é só contraria-lo que ele chora, se pegamos uma caixa que ele preferia arrastar, ELE CHORA; se tiramos a roupa dele e ele não quer, ELE CHORA, se ele pede suco e oferecemos água, ELE CHORA. Sei que é a maneira mais conhecida que ele tem de se expressar, mas tem hora que irrita né? Graças a Deus ele ainda não resolveu fazer isso em lugares públicos... aff.

Estranhando esse comportamento, resolvi buscar ajuda e li algumas coisas interessantes a respeito.

Abaixo algumas coisas que encontrei a respeito.

Mais ou menos aos dois anos de idade, a criança percebe a si mesma como um ser de vontades e desejos, passa a se interessar por coisas diferentes. É também nesta fase que maioria das crianças consegue deixar as fraldas, um marco muito importante na conquista de sua independência. Ela domina os movimentos de seu corpo, sua linguagem está a cada da mais desenvolvida, suas relações sócio-afetivas estão se expandindo para fora de seu círculo familiar. Enfim, está pronta para conquistar o mundo. Ela quer muitas coisas, como fazer só o que tem vontade, na hora que quiser e todos os "não" que ouvir serão encarados como uma barreira às suas vontades e necessidade de autonomia. O que ela faz? Reage às sanções da forma que vem utilizando desde que nasceu, com o método que conhece e que vinha funcionando até agora: choro e gritos. Ou recorre aos tapas e puxões, respostas imaturas ao que lhe contraria. Bem vindos aos chamados "terríveis dois anos".

Claro que esta idade é um referencial, e varia dependendo da realidade de cada família, mas certamente este comportamento acontecerá até os três anos, com maior ou menor intensidade. É a fase da teimosia, das birras e quando as palavras que mais ouviremos de nossos filhos é "não" ou "não quero". O mais importante é saber que é uma fase normal, apesar de difícil, e indica que nossa criança está crescendo adequadamente. O papel dos pais neste momento é auxiliar a criança a se controlar, mostrando aos poucos as censuras sociais, as regras de convivência, e mostra a ela a dura realidade de que na vida não podemos fazer tudo o que queremos o tempo todo. Aos poucos, a criança vai internalizando estes conceitos, compreendendo que é necessário respeitar limites, as vontades das outras pessoas, e suas necessidades. Ela precisa entender que não temos somente direitos, mas também muitos deveres no mundo.

O QUE FAZER?

• A família não pode ficar sem tomar atitudes, assustada com as reações agressivas da criança, ou achando bonito ele ter "personalidade forte". É o momento de educar esta criança para a vida no mundo, e se não for feito agora, no futuro ela certamente terá muitas frustração, pois o mundo mostrará que ela está errada;

• Firmeza e consistência nas decisões: "não" é "não". O que for possível, deve ser negociado, pois é este conceito que tentamos desenvolver com a criança, e não somente o não pelo não. E os adultos devem estar de acordo entre si, para não confundir a criança.

• Para o momento da birra e teimosia, ou da crise séria, com direito a choro, gritos e a criança rolando pelo chão, existem algumas técnicas. As mais comuns, e que funcionam bastante:

- segurar a criança no colo, e retira-la do local, sem maiores conversas.
No auge da crise, a criança está descontrolada e não vai negociar. Quando estiver fora do local, explicar, olhando para a criança e calmamente, que este comportamento não pode ser aceito em nenhum lugar, e que terá uma conseqüência, como não voltar mais ali. Se a promessa for cumprida, o fato não se repetirá;

- distrair a criança: na hora da teimosia, ou quando a situação está evoluindo para uma crise, tentar mostrar algo interessante, um brinquedo, um objeto, ou qualquer coisa próxima.

- se a criança não estiver descontrolada, e conseguir escutar, basta ficar em sua altura, e lhe dizer com firmeza que aquele não é o momento de fazer o que ela quer e seguir o que estão fazendo, chamando sua atenção para coisas que ela pode fazer, como colocar as compras no carrinho, escolher produtos que pode levar, etc.

- sempre que possível, oferecer alternativas: "agora, aqui, o que você pode fazer (levar, escolher...) é isso ou aquilo. Com a criança tendo menos opções, e podendo participar, a crise é facilmente controlada.

• Lembre-se de que tudo acontece nesta fase porque a criança tem necessidade de ser e fazer, participar do mundo e suas ofertas. Possibilite situações em que ela possa fazer isso, sentindo-se importante e autônoma. Auxilie, e tente não coibir seu crescimento. Ela não é mais um bebezinho. Infelismente chegou a hora de educar nossos filhos para o mundo, e não somente para nós.

• Não deixe que a opinião de pessoas desconhecidas lhe afete. Ignore os olhares de reprovação, ou aqueles que dizem: "ah, se fosse me filho...". Você conhece sua criança, e deve buscar o que é melhor para ela. Crie sua técnica, e adote um mantra: "é normal e vai passar, é só manter a calma."

• Cuidado: por mais difícil e irritante que esta fase seja, saiba que ela passa, e que a criança precisa de compreensão, portanto evite sempre os castigos físicos, os tapas, beliscões e afins. Queremos que a criança entenda que a violência não é um comportamento aceitável, portanto, não podemos resolver a situação da mesma forma que ela. Explique e negocie sempre. Se você estiver perdendo o controle, respire fundo e afaste-se. Quando sentir-se melhor, chame a criança e converse. Mas nunca deixe uma crise sem resposta, ou a criança vai se acostumar a não ter conseqüências para seus atos.

Gostei muito dessas dicas e sei que um dia precisarei delas, espero que demore e que passe muuuuuuuuuuuuuito rápida essa fase.

Bjs.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

1 Ano e 6 Meses!!!!!!!


Meu filho hoje você está completando um ano e seis meses de vida e posso te dizer? Sinto uma alegria tão grande em meu coração, em ter você por perto. Confesso que as vezes me sinto cansada, exausta, impaciente, mas daí vem você com seu jeitinho e com esse sorriso lindo, que me amolece toda. 

Seu sorriso me transforma, quando estou triste ele me dá forças, quando estou cansada ele me dá ânimo, quando estou impaciente ele me dá sabedoria e sempre modifica tudo que estou sentindo.

Me sinto tão capaz de amar e me sinto muito amada também!!!

Nunca imaginei que fosse capaz de sentir algo assim, um amor que não quer nada em troca, se satisfaz com a sua satisfação, sua alegria, seu bem estar, sua saúde... me sinto muito orgulhosa de ser sua mãe, você é um fofo, uma criança encantadora, muito alegre, que cativa todas as pessoas que te olham, só um parentenses sobre seu sorriso: ele não só me transforma, como transforma todas as pessoas que o recebe.

Sabe filho você está numa fase muito gostosa, interage com todos, beija, abraça, diz palavras doces e engraçadas de ouvir, faz um bico lindo quando diz certas coisas, que me dá uma vontade louca de te morder. Você ama os cachorros assim como a mamãe, ama banho frio também, adora ficar descalço, descabelado, quase sem roupa.... hehehe, somos bem parecidos.... só não precisa puxar meus defeitos ta? Me dou conta deles, pode deixar isso pra mim.

Enfim meu amor por você é tão grande que não cabe dentro desse pequeno coração aqui, peço sempre a Deus que me dê sabedoria e muito amor para trilharmos nosso caminho sempre juntos e para te educar da melhor maneira. Sei que não sou perfeita, nem desejo ser, cometo erros que depois de refletir percebo que eles me ensinam muita coisa e vejo o quanto você tem feito de mim uma pessoa melhor a cada dia.

Aqui vou citar uma parte da carta de São Paulo onde descreve o verdadeiro sentido do amor, posso dizer que meu amor por você é assim:

..."O amor é paciente, é benfazejo; não é invejoso, não é presunçoso nem se incha de orgulho; não faz nada de vergonhoso, não é interesseiro, não se encoleriza, não se alegra com a injustiça, mas fica alegre com a verdade. Ele desculpa tudo, crê tudo, espera tudo, suporta tudo. O amor jamais acabará"...

Obrigada por tudo, por ser exatamente como você É e por completar minha vida!!!

TE AMO!!! Feliz 18 meses.....

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Um Tema e Tanto!!!

Hoje não acordei nos meus melhores dias, um pouco mal humorada devido alguns probleminhas particulares, na verdade minha vontade não era nem de ir pro escritório, sei lá, queria dirigir numa estrada linda e sem fim..... mas como não pude pensei: vou fazer todo meu trabalho no período da manhã, pra ter mais tempo livre a tarde pra ler, pensar, ficar tranquila o máximo possível.

Resolvi então procurar assuntos relacionados a filhos, família, maternidade, educação.... meus temas favoritos atualmente.

Fuçando alguns temas encontrei um
blog muito interessante que nasceu em Janeiro desse ano, sua "mãe" é psicóloga "Lila" (desta forma que ela se refere), nele ela trata de assuntos delicados como: Violência Infantil, Filhos, Adolescentes, Educação, enfim, diversos assuntos interessantes: "Conversando com os Pais" vale a pena conferir.

Vou postar aqui um texto dela que gostei muito.

"Quando Nos Tornamos Pais"

"Costumo dizer que todos deveríamos ser pai e mãe, pois não existe experiência mais enriquecedora do que esta. É uma experiência rica por vários motivos, que vão além da alegria de ter um filho sorrindo e solicitando por você ou da certeza da perpetuação da nossa espécie, é uma experiência rica principalmente pela grande oportunidade de evoluirmos como ser humano, tomarmos uma consciência maior do outro e de nós mesmos. Mas a grande pergunta é: “Estamos preparados para sermos pais?” E como esse preparo se dá? Não existe manual e nem fórmulas mágicas, mas existe um excelente caminho rumo à maternidade/paternidade que é o autoconhecimento. Através dele podemos acessar as nossas experiências enquanto filho, pois é com elas e através delas que vamos caminhar educando os nossos pequenos.


É importante descobrir a nossa verdade infantil, como fomos educados e que tipo de pais tivemos, o que eles nos ensinaram e como nos cuidaram física e emocionalmente.
Uma boa parte da nossa experiência infantil, mesmo as mais inconscientes, vem à tona no momento em que nos tornamos pais, especialmente porque cuidar de um filho nos remete ao momento em que fomos cuidados ou descuidados pelos nossos pais.

Você deve e pode perguntar: Como as nossas experiências infantis reaparecem e como elas se manifestam na nossa relação com nossos filhos? Antes de responder quero compartilhar duas falas que frequentemente escuto de adultos: “mas eu era tão pequena e não me lembro de nada” ou “as crianças nem se dão conta do que estão vivendo” A maioria das pessoas prefere pensar assim, que a sua história passada não determina a sua história presente e, dessa forma, vivem a ilusão de que suas vidas não são determinadas por elas, e o pior que a criação de seus próprios filhos não sofre nenhuma influência de seu passado infantil. Mas uma pessoa que carrega necessidades infantis não satisfeitas de amor, atenção, afeto, carinho, cuidados físicos, etc. tentarão suprir essas carências em seus próprios filhos, por exemplo, através de um excesso de cuidado, ou de uma terrível dominação, chantagens emocionais ou fazendo dos seus filhos seus confidentes.


Os maus tratos recebidos na infância levam algumas pessoas, por exemplo, a destruir a própria vida e de outros, quando falo em destruir, não me refiro apenas ao fato de dar fim a vida física, mas sim também de tornar a sua própria vida e a dos demais insuportável. Muitos pais batem em seus filhos, pois apanharam quando criança, outros abusam física e emocionalmente porque sofreram o mesmo, e assim o trauma é perpetuado.

A teoria do trauma fala dentre muitas coisas, uma que acho particularmente importante, que todo trauma* tende a se repetir na tentativa de elaboração. Por exemplo, é bem provável que filhos que apanharam estarão envolvidos em relações de maus tratos quando adultos e podem maltratar seus filhos, com isso estarão tentando inconscientemente entender e ou resolver as suas dores psíquicas.
Não podemos mudar os fatos acontecidos em nosso passado, mas podemos dar um novo significado para as nossas experiências, e isso é possível no momento em que decidimos olhar com compaixão para a nossa infância e nos permitimos aceitar a verdade sobre nós mesmos.

Gosto dentre muitas, de uma frase de Nietzsche: “Aquilo que não me mata só me fortalece”, esse é um lembrete poderoso de que as nossas experiências dolorosas podem nos auxiliar a nos tornamos mais fortes.
Cuidar do nosso passado infantil não é tarefa fácil, pode ser uma jornada densa e cansativa, mas vai nos auxiliar a encontrar respostas para muitas questões antes não resolvidas e o melhor de tudo, podemos cuidar de maneira saudável de nossos filhos, sem corrermos o risco de repetir com eles e neles os nossos dramas infantis.

*
O significado psicanalítico da palavra “trauma” refere-se a um fato, realmente acontecido, de que tenha tido alguma importante repercussão no psiquismo do sujeito.

Até...